Jubepar

Monthly Archives: agosto 2014

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Se adaptar para continuar

De tempos em tempos surge uma nova geração de jovens, que com suas ações, ideias e pensa- mentos provocam profundas mudanças na sociedade. No entanto, historicamente, as nossas igrejas sempre tiveram uma grande dificuldade de acompanhar essas mudanças e por isso acabam chegando atrasadas nesse processo. Esse atraso as tem impedido de extrair coisas boas oriundas dessas evoluções sociais que produziriam uma melhora significativa no contexto de vida cristã da nossa juventude.

Não é possível resguardar a nossa juventude de maneira a não ser alcançada por essas progressões, mas é possível tentar compreendê-las e reter delas o que nelas há de bom. Pensando nisso é que eu externo aqui um extrato bem resumido do que está acontecendo no contexto dos jovens brasileiros, com a intenção de despertar em você um interesse maior em entender o que se passa na cabeça dos nossos jovens.

A juventude da década de 60 era caracterizada pelo engajamento político sacrificial, ou seja, promovia o abandono de questões individuais para se entregar inteiramente a uma causa. Nos dias de hoje os desejos individuais são compartilhados em rede promovendo uma conecti- vidade rápida entre jovens que partilham dos mesmos anseios e por causa disso acabam gerando um movimento em prol dessas vontades comuns. Chamamos esse fenômeno de “hiperconexão”, que é o principal causador de uma crença em uma capacidade de realizar, promovida por um novo tipo de pensamento coletivo, onde o jovem percebe que o fato de ele poder pensar no outro não exclui sua capacidade de pensar em si mesmo. Esse novo tipo de pensamento coletivo é responsável por promover “microrrevoluções cotidianas” que influenciam, de maneira positiva, a rotina de suas comunidades.

Diferente das décadas anteriores, onde o sonho dos jovens passou de utópico (1970) a algo possível, porém individualista, consumista e focado somente na satisfação pessoal (1980 e 1990), hoje o jovem está muito mais volta- do para a coletividade. Com isso, estamos presenciando o nascimento de uma nova geração de jovens, chamados de “jovens-pontes”, que são os responsáveis por catalisar ideias que geram ações diretas que vão de encontro aos problemas que eles mesmos percebem no cotidiano da sociedade, tanto a “Lato sensu” quanto a “Stricto sensu”.

“Ao agir como um “catalisador de ideias”, esse “jovem-ponte” influencia mais pessoas e até instituições, possibilitando um diálogo entre mundos aparentemente paralelos.” (Fonte: http://ffw. com.br/noticias/cultura-pop/ wgsn-o-comportamento-da- nova-geracao-de-jovens brasileiros/).

Podemos ver no perfil dessa nova geração alguns traços do que era feito pelo próprio Jesus, pois já no seu tempo ele fazia o trabalho de um “jovem-ponte”, ou seja, estabelecia um diálogo entre mundos paralelos com a finalidade de influenciá-los a criar uma sociedade melhor.

Com essa nova realidade se formando, temos a oportunidade de adaptarmos o trabalho com juventude de nossas igrejas com o objetivo de absorver essa geração que está saindo de um pensamento estritamente individualista para uma nova forma de pensar coletivamente. Mas para isso acontecer, precisamos ouvir com mais atenção a maneira como a nossa juventude está enxergando o mundo, mas para isso é necessário que o jovem tenha espaço para expressar suas ideias, pen- samentos e visão. O mundo está descobrindo isso e usando essa nova configuração da juventude em seu benefício e nós estamos simplesmente vendo tudo isso passar.

Permita-me o uso de uma ilustração: Existia um homem que tinha uma loja de revelação de fotos há muitos anos. Com o avanço tecnológico, as câmeras digitais dominaram rapidamente o mercado, mas esse homem simplesmente ignorou essas mudanças tentando preservar o objeto do seu negócio. Quando ele percebeu que isso não seria possível, ele tentou se adaptar a nova realidade e começou a vender em sua loja, câmeras digitais. Porém, quando isso aconteceu o uso de câmeras nos celulares já estava amplamente difundido e aí o seu negócio fechou, pois já era muito tarde para se adaptar a nova realidade do mercado.

Aprendemos com isso, que é um grande erro tentar evitar as mudanças quando elas são inevitáveis. Sendo assim, a saída é compreender essas evoluções e reter delas o que há de bom.

Sejam abençoados pela prática da Palavra.

Rodrigo Goulart,
pastor de Jovens da Primeira Igreja Batista de Piedade – RJ

 

 

 

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Autenticidade diária

“Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” ( I Timóteo 4.12).

Timóteo era um pastor ainda jovem. Paulo valoriza a juventude dele, dando diretrizes capazes de transformar a inexperiência de Timóteo em um ministério eficiente: “Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que creem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza” (I Tm 4.12).

A psicologia do desenvolvi- mento ignora os preconceitos sociais através dos quais encaramos as diferentes faixas etárias: crianças têm que ser imaturas; adolescentes sempre serão rebeldes; velhice é sinônimo de coisa ultrapassada; e jovens não merecem confiança por serem aventureiros… Daí a estranheza da declaração de Paulo: “Timóteo, não caia na armadilha dos preconceitos sociais. Se você levar a sério sua vocação e sua Bíblia, ninguém vai ter motivos para desprezá-lo, só porque você ainda é jovem!”.

Quando o Senhor nos salva e nos vocaciona para viver em comunhão com Ele, nunca nos é exigida uma certidão de idade. O que nos é exigida é autenticidade diária, quanto à nossa dependência de Deus. Este é o segredo de “ser um exemplo”. Quem depende do Cristo, na entrega que é o ter fé, na comunhão que brota do amor, na pureza que resulta do reconhecimento dos próprios erros, naturalmente se torna exemplo no “falar e na maneira de agir”. Mocidade não é um bem para ser desprezado, mas para ser investido na sabedoria amorável do Senhor

Olavo Feijó

Pastor, Professor de Psicologia

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Jovens iluminando as cidades

Certa vez li uma frase de John Stott num de seus livros e desde então, carrego ela comigo, como uma missão a cumprir. Stott escreveu:

“ Se a carne estraga, a culpa não é da carne, a pergunta a ser feita é onde está o sal. Se a casa escurece, a culpa não é da casa, a pergunta a ser feita é onde está a luz. Se o mundo é mal e corrupto, a culpa não é do mundo, é isso o que acontece naturalmente quando homens e mulheres pecadores são deixados à própria sorte.” A pergunta a ser feita é: ONDE ESTÁ A IGREJA!

Experimente trocar a palavra igreja por juventude cristã e teremos uma missão para toda a vida. Iluminar tem a ver com fazer a diferença, não ser apenas mais uma lâmpada acessa iluminando no escuro, mas, a lâmpada que ilumine o escuro todo.

 Precisamos deixar de lado esse papo de frequentar a igreja apenas, para viver a diferença no mundo com John Wesley disse certa feita: “Minha Igreja é o mundo.”.

Que Deus nos abençoe e que sejamos luz nas trevas.

Pr. Talles Felipe