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Abraço por telefone…

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Abraço por telefone…

…NÃO É ABRAÇO

556337_584130254961421_886687977_nA comunicação mediada por tecnologia da informação torna a vida mais ágil, mais ampla e mais agradável. Pelos meios digitais, podemos chegar mais rápido, podemos verificar onde estamos, podemos ser informados sobre onde estão nossos queridos. Podemos comprar, podemos vender. Podemos ler uma página que não foi impressa. Podemos ler um jornal sem sujar as mãos. Podemos simular uma viagem que não foi feita. Podemos reclamar. Podemos eleger. Podemos protestar. Podemos escrever numa folha que não é uma folha. Podemos estudar. Podemos brincar. Podemos nos reunir. Economizamos tempo e dinheiro.

O mundo é muito melhor com os meios eletrônicos de comunicação.

A maravilha dos meios leva alguns a pensar que eles são também úteis para a comunicação interpessoal. E, de fato, são. São úteis e, em muitos casos, suficientes.

No entanto, em muitas situações os meios eletrônicos são insuficientes.

Um impasse entre duas pessoas não se resolve por uma mensagem eletrônica. As duas precisam se assentar, frente a frente, e conversar. Quanto mais mensagens trocam, mais o conflito aumenta, porque os argumentos para derrotar o outro vão se a avolumando.

Guardadas as impossibilidades da distância, uma amizade não se alimenta com recados em redes sociais digitais, por mais prestativas, persuasivas, pervasivas e invasivas que sejam. Uma amizade se alimenta com encontros, almoços, passeios e abraços. A tecnologia da informação será muito útil para marcar o desejado encontro face a face e deve e pode ser usada. Um abraço por telefone não é um abraço; é apenas um recado; no máximo, um convite.

Autor: Israel Belo de Azevedo

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