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Deus de todas as gerações

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Deus de todas as gerações

Isaías 9.6 – Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus om­bros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Os jovens fazem muitas escolhas; e através das escolhas eles definem as bênçãos e as maldições em suas vidas. As escolhas definem tudo na vida de um jovem. Não é fácil ser um jovem hoje, muitos são os desafios de um jovem nos dias atuais, mas também existem muitos privilégios de se viver nestes dias. Quero fazer uma afirmação sobre os dias nos quais vivemos como sendo “dias que o Senhor proporcionou”. Por isso me comprometo a respeitar os dias que vivemos como importantes.

Este é um conceito que quero me comprometer sempre. O melhor dia que existe é o hoje. Vamos fazer uma avaliação dos dias atuais. Vamos tentar observar o cenário que temos à nossa frente, a identidade dos dias atuais, a forma como as pessoas pensam, vivem e se relacionam. O que está acontecendo? São perguntas que precisamos fazer agora. A sociedade tem valores que a apoiam, e para mim, aí está a peça do quebra cabeça. Eu diria que a incapacidade de se organizar com bom senso traz muitas dificuldades e causa o caos que experimentamos. Não existem ideais. Uma grande crise se estabeleceu, os conceitos políticos modernos do ocidente fracassaram e isso tem causado muita insegurança. Pós-modernidade, globalização entra tudo no pacote da crise mundial. Tudo não passa de questionamentos generalizados.

O que testemunhamos é que um novo estilo de vida se instalou no mundo, é a inconsequente maneira de intervir na natureza, e usar o planeta como se fosse propriedade exclusiva do ser humano. A sociedade aplaude a industrialização com seus produtos e ignora todos os prejuízos que causamos. O avanço das telecomunicações, a era da informática, o tempo frenético da tecnologia, o mundo na tela de um dispositivo nas mãos de cada um de nós é a expressão máxima da modernidade que trouxe novas formas de se relacionar. Não há dúvida que vivemos em tempos acelerados, não damos conta dos avanços tecnológicos. O que penso ser uma possibilidade para o futuro, surge na tela do meu computador como mais um produto à minha disposição. Vivemos no tempo da massificação, mas também no tempo em que o individualismo se torna, a cada dia, um estilo de vida. Estamos experimentando a era do consumo, do conhecimento e da informação. A influência da família, o apoio da escola, a direção da igreja são substituídos pelo novo cenário tecnológico que envolve os meios de comunicação em massa, as redes de relacionamentos e outras invencionices modernas. Como o jovem pode conviver com tudo isso e ter saúde emocional? Como usufruir desse jeito moderno, sem abrir mão de qualidade de vida?

Apesar do cenário que apresentei; eu creio também na importância de cada jovem olhar para dentro de si e tentar entender o seu próprio coração. É possível viver bem em qualquer tempo com os benefícios e malefícios que esse tempo apresenta. É muito importante para uma vida de sucesso ser um guardião de valores, um retentor de princípios. Apesar de tantas novidades, eu continuo crendo na declaração de Salomão no livro de Eclesiastes: “Não há nada novo debaixo do sol”. É claro que Salomão não estava falando de ciência ou tecnologia, mais sim do coração do homem. Podemos ser modernos, ser jovens, ser atuais e também saudáveis, equilibrados, conscientes, disciplinados e cheios do amor de Deus. Cada jovem precisa entender muito bem sua condição social. Eu não tenho duvida de uma coisa: “Ser jovem é ser adulto”. Existe uma definição social que separa a pessoa em três fases: Criança, jovem e adulta. Isso é muito difundido e jamais seremos questionados se utilizarmos esta definição de fases da vida. O problema é que não existem estas fazes quando o assunto é responsabilidade. Até a idade considerada infância, as leis penais são inexistentes ou brandas, mas quando se chega à maioridade que é bem no início da fase jovem, a lei é uma só. Não estou questionando isso, mas advertindo você jovem a encarar as duas fases de sua vida.

A infância e a vida adulta. Amadurecer é importante, saber quem sou é muito importante. A família tem a grande capacidade de abençoar suas crianças, mas também tem uma capacidade enorme de retardar o processo de amadurecimento de um jovem. Ser jovem tem sido o grande alvo das pessoas. Para muitos, ser jovem não está relacionado apenas a uma faixa etária, mas a um estilo de vida. Percebemos isto no modo de se vestir de muitos que já passaram desta fase e também nas cirurgias plásticas e inúmeros tratamentos de rejuvenescimento. Os maduros querem ficar com aparência jovem e os velhos querem eliminar do corpo qualquer marca dos anos vividos.  Na sociedade, a aparência é tudo, ou melhor dizendo, o padrão ideal definido irresponsavelmente é o único que realmente serve. Isso é um cárcere emocional muito grande. Envelhecer não é uma maldição, mas algo natural. Este é um valor que cada jovem precisa compreender. Envelhecer tem muitos benefícios. Fases da vida que lhe esperam são muito importantes e é preciso quebrar todo e qualquer preconceito com as outras gerações. Cada fase da vida é transitória. Ser jovem é uma fase da vida que precisa ser vivida com responsabilidade. O jovem precisa buscar a prudência para aproveitar o máximo desta fase. É como em um jogo eletrônico, passar para a próxima fase requer concluir as etapas anteriores com êxito.

Quando a Bíblia, no livro de Tiago, diz que Deus tem disponível sabedoria a qualquer um que pedir, está dizendo que é importante buscar a sabedoria; conquistar a sabedoria. Maturidade é algo que adquirimos ao longo da vida, e cada jovem precisa guardar isso no coração. Ser jovem também significa que ainda não vivemos o bastante para termos maturidade suficiente; significa que estamos em fase de mudança. Se este princípio é assimilado, a opinião dos mais velhos e dos pais se torna importante e cada experiência, cada conselho, cada decisão tomada se tornam alicerces da tão importante e facilitadora maturidade. A sabedoria é a soma de tudo que aprendemos na vida sob obediência e comunhão com Deus. Ser um jovem inteligente é olhar para o lado e ver as pessoas ao redor como mentores, cooperadores de sua própria vida. Aprender com os pais é uma sábia decisão. Eu diria que podemos aprender muito com nossos pais mesmo quando eles cometem erros. Os pais não são perfeitos, mas viveram mais. Não são retentores de toda sabedoria, mas tiveram muito mais experiências e isso precisa ser levado em consideração. Meus pais me ensinaram a amar a Deus e isso me levou a estudar teologia. Meus pais não me deram respostas para tantas perguntas que fiz, mas me ensinaram sobre o temor ao senhor e a amar a Palavra de Deus. Não entendiam muito de teologia, mas tudo de intimidade com Deus.

Mentores são pessoas com vivências que podem compartilhar. Olhar para os outros com respeito e consideração é fundamental. Ninguém é melhor pelos títulos que tem, muito menos pelas posses materiais que conquistaram. Não olhe para as pessoas vendo apenas suas posições sociais, mas sim pela forma como vivem com suas famílias e amigos. E, principalmente, pela maneira como se relacionam com Deus. No coração de um jovem o que precisa brotar é a humildade e não a vaidade. É preciso nascer a cada dia a adoração genuína a Deus e não o culto ao próprio corpo, como a sociedade tanto busca.

 “Alegra-te,  jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade;  anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.” (Ec 11.9)

por: Marcio Tunala

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